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O Próximo Capítulo do Jardim Aliança: A Deveck Prepara o Plantão do Que Pode Ser o Raro Capelinha 2

Renato Lima
Renato LimaCorretor especialista
25 de mai. de 2026
13 min de leitura
O Próximo Capítulo do Jardim Aliança: A Deveck Prepara o Plantão do Que Pode Ser o Raro Capelinha 2
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Há algo simbólico no endereço da Rua Rosângela Donata de Oliveira, no Jardim Aliança, em Osasco. Foi ali que a Deveck Construtora e Incorporadora plantou uma semente que hoje serve de referência para toda a sua estratégia de expansão na Grande São Paulo. O Raro Capelinha entregue em outubro de 2022, após lançamento em março de 2019 não foi apenas um empreendimento. Foi uma declaração de que era possível oferecer lazer de clube, acabamento de qualidade e acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida em um dos bairros mais conectados de Osasco. E, ao que tudo indica, esse capítulo está longe de terminar.

Fontes próximas ao setor e movimentações recentes da incorporadora apontam para a construção de um plantão de vendas na região do Jardim Aliança estrutura que, no mercado imobiliário, serve como a primeira materialização física de um novo produto antes mesmo do lançamento oficial. O nome ainda não foi confirmado pela empresa, mas o termo "Raro Capelinha 2" já circula entre corretores e especialistas do setor como símbolo natural do que vem por aí: a continuidade de uma história de sucesso de vendas que se tornou referência para a própria Deveck e para o mercado imobiliário de médio padrão em Osasco.

O Peso de um Nome Ainda Sem Confirmação

Imagem gerada com IA

No universo das incorporadoras, o nome de um empreendimento raramente é definido sem um processo interno cuidadoso pesquisas de mercado, análises de posicionamento, aprovações jurídicas e estratégias de marca. A Deveck, até o fechamento deste artigo, não confirmou oficialmente a denominação do novo projeto na região do Jardim Aliança.

Ainda assim, o mercado já trabalha com a ideia. "Raro Capelinha 2" funciona, hoje, menos como um nome oficial e mais como um estado de espírito a expectativa coletiva de que o sucesso do primeiro empreendimento seria naturalmente replicado. Em conversas informais entre corretores parceiros, gestores de imobiliárias e interessados que acompanharam de perto as vendas do primeiro Raro Capelinha, a menção ao "número 2" aparece com frequência crescente.

É compreensível. Quando um produto vende bem, gera satisfação nos compradores, é entregue dentro do prazo e mantém sua proposta de valor ao longo do tempo, ele cria um patrimônio de confiança que extrapola o imóvel em si. Ele vira marca. E marcas, no mercado imobiliário, são raras e valiosas.

O Que Fez o Raro Capelinha 1 Funcionar?

Para entender o que motiva a movimentação em torno de um possível segundo empreendimento no mesmo endereço, é preciso revisitar o que o primeiro projeto entregou e por que isso importou tanto.

Lançado em março de 2019 e entregue em outubro de 2022, o Raro Capelinha se apresentou ao mercado com uma proposta clara: apartamentos de 2 dormitórios, em metragens de 41 m² e 45 m², com varanda gourmet e uma área de lazer completa no padrão "condomínio clube", piscinas adulto e infantil, quadra esportiva, fitness, salão de festas, brinquedoteca, playground, espaço grill, salão de jogos, coworking e bicicletário, entre outros itens. Tudo isso enquadrado no Programa Minha Casa, Minha Vida, com preços que permitiram o sonho da casa própria a famílias de média renda.

A localização foi, talvez, o elemento mais estratégico da equação. O Jardim Aliança, em Osasco, é um bairro que conecta seus moradores ao que a cidade tem de mais prático: comércio local consolidado, hospitais, serviços essenciais e, sobretudo, uma malha de transporte público que facilita o deslocamento diário. Para quem trabalha na capital ou em outros polos do Grande ABC, morar em Osasco com acesso rápido à Marginal Pinheiros e à rede de ônibus representa uma equação de qualidade de vida difícil de ignorar.

O resultado foi um empreendimento que esgotou suas unidades e chegou à entrega com 100% das etapas concluídas estrutura, fundações, alvenaria, instalações, acabamento dentro do cronograma previsto. Na plataforma QuintoAndar, o condomínio é descrito como equipado com portaria 24 horas, elevadores, academia, piscina, quadra esportiva, salão de festas, playground, salão de jogos e brinquedoteca. Uma entrega consistente com o que foi prometido na planta e isso, em qualquer mercado, é o melhor argumento de venda para o próximo produto.

A Deveck e a Consolidação de um Portfólio em Osasco

Imagem gerada com IA

A Deveck não é uma recém-chegada ao mercado de Osasco. Fundada em 10 de maio de 2007, a incorporadora tem quase duas décadas de atuação e um portfólio que reúne empreendimentos residenciais e comerciais na cidade e em Barueri. Com sede na Rua Ana Pereira Melo, 253, no Vila Campesina, e opera com 200 funcionários, segundo dados do LinkedIn corporativo.

Entre os projetos que compõem seu portfólio atual e recente, destacam-se o Specialle Barueri, o Soberano, o Premium Offices Osasco, o Evolution Family Club, o Duo Paradise e o Raro Vila Isabel este último em construção na Rua São Jorge, 613, no bairro Vila Isabel, em Osasco, com previsão de entrega em fevereiro de 2026. O Raro Vila Isabel segue a mesma receita do Raro Capelinha: torre única com 18 pavimentos, 140 apartamentos, plantas de 37 m² e 44 m², 2 dormitórios, varanda gourmet e área de lazer completa. A nomenclatura "Raro" passou a funcionar como uma linha de produtos da Deveck um sinal de que a incorporadora está sistematizando uma fórmula de sucesso.

O Plantão: Onde Tudo Começa

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No mercado imobiliário, um plantão de vendas não é apenas um escritório temporário. É uma declaração de intenção. É a incorporadora dizendo ao mercado: "Estamos aqui, temos algo para mostrar, e queremos que você venha até nós antes do lançamento oficial." A construção de um plantão precede, invariavelmente, um dos momentos mais aguardados do ciclo imobiliário o lançamento.

A montagem física de um plantão envolve investimento em projeto arquitetônico, decoração de interiores, material de marketing, stands de vendas, treinamento de equipes comerciais e, muitas vezes, a construção de um apartamento decorado no próprio local para que o comprador possa vivenciar o espaço antes de tomar a decisão. É um investimento que as incorporadoras não fazem levianamente. Quando a Deveck começa a estruturar esse espaço na região do Jardim Aliança, o recado implícito é claro: há produto vindo. E o produto provavelmente carregar o DNA do que deu certo antes.

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Para os corretores que atuam na região, a construção do plantão já movimenta o mercado. Cadastros são abertos, listas de interessados são formadas, e a especulação sobre o nome, o preço e as condições de pagamento alimenta as redes sociais especializadas e os grupos de WhatsApp do setor. Nesse ambiente, a alcunha "Raro Capelinha 2" cumpre um papel funcional: facilita a identificação, cria expectativa e ancora o novo produto na percepção positiva que o primeiro empreendimento deixou.

Um Mercado Nacional que Favorece a Aposta


Se há um momento propício para lançar um empreendimento voltado ao segmento de média renda em Osasco, esse momento é agora. Os números nacionais do setor imobiliário são eloquentes.

Segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho histórico: foram lançadas 453.005 unidades residenciais ao longo do ano, crescimento de 10,6% em relação a 2024. As vendas somaram 426.260 imóveis, avanço de 5,4%. O Valor Geral de Lançamentos (VGL) atingiu R$ 292,3 bilhões, e o Valor Geral de Vendas (VGV) chegou a R$ 264,2 bilhões. Em um cenário de juros elevados com a Selic a 15% ao ano manter esse ritmo representa, nas palavras de Celso Petrucci, conselheiro da CBIC, uma prova da "resiliência do mercado imobiliário e da sua saúde do ponto de vista dos negócios".

O motor principal desse desempenho tem nome e sobrenome: Minha Casa, Minha Vida. No quarto trimestre de 2025, o MCMV respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas do setor. No acumulado do ano, foram lançadas 224.842 unidades dentro do programa alta de 13,5% em relação ao ano anterior e as vendas somaram 196.876 unidades, crescimento de 15,9%. Em termos práticos, isso significa que o segmento em que o Raro Capelinha se insere habitação de média renda com financiamento facilitado foi exatamente o que sustentou o mercado no ano mais desafiador para o crédito imobiliário da última década.

Para Osasco especificamente, o cenário é ainda mais favorável. A cidade, que integra a Região Metropolitana de São Paulo e tem forte presença do setor corporativo e industrial, tem atraído crescente interesse de incorporadoras que buscam o equilíbrio entre preço do terreno, demanda habitacional e conectividade urbana. Dados citados por analistas do setor apontam que o metro quadrado em Osasco pode ser até 30% menor que na capital para empreendimentos de padrão equivalente uma vantagem competitiva que o Minha Casa, Minha Vida amplifica ao oferecer condições de juros reais próximos de zero para o comprador final.

O Déficit Que Justifica Tudo

Por trás dos números recordes de lançamentos e vendas, há uma realidade estrutural que o mercado imobiliário brasileiro ainda não conseguiu resolver: o déficit habitacional. Dados da Fundação João Pinheiro indicam que o déficit habitacional relativo atingiu 7,6% em 2023 o menor patamar histórico, mas ainda representando cerca de 5,97 milhões de domicílios. No estado de São Paulo, estudos da Fundação Seade apontam um déficit de 1,2 milhão de moradias, com 3,2 milhões de pessoas vivendo em situação de inadequação habitacional.

Uma pesquisa da consultoria Econnit, encomendada pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), projeta que a cidade de São Paulo precisaria construir em média 73 mil moradias por ano até 2030 apenas para zerar a demanda futura e o déficit atual número três vezes superior à produção anual de aproximadamente 24 mil unidades. Na Grande São Paulo, o chamado "peso do aluguel" tem crescido consistentemente: em 15 anos, a região saiu de 832 mil moradias com gasto excessivo de aluguel para 900 mil unidades habitacionais nessa situação.

É nesse contexto que empreendimentos como o Raro Capelinha se tornam mais do que produtos imobiliários. Eles são respostas práticas a uma demanda que não para de crescer. E é por isso que a construção de um plantão de vendas para um possível segundo capítulo dessa história não é apenas uma decisão comercial de uma incorporadora é uma resposta ao que o bairro, a cidade e o mercado pedem.

Osasco no Centro do Mapa

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A escolha de Osasco como arena principal da estratégia de expansão da Deveck não é aleatória. Com forte verticalização e desenvolvimento de eixos comerciais, a cidade se destaca no segmento de médio padrão, como aponta levantamento da plataforma Sienge com base em dados do Secovi-SP. A presença de centros corporativos, shoppings e fácil acesso à Marginal Pinheiros favorece o adensamento residencial, com público-alvo concentrado em profissionais da classe média que buscam mais espaço e mobilidade com custo inferior ao da capital.

A prefeitura de Osasco, por sua vez, tem demonstrado alinhamento com a agenda habitacional. Recentemente, a gestão municipal desbloqueou no Ministério das Cidades a regularização para nove entidades construírem residências pelo MCMV/Entidades, disponibilizando seis terrenos para os projetos. O decreto municipal que viabilizou esse movimento nº 14.872/2025 sinaliza que o poder público local enxerga na habitação popular e de média renda uma prioridade de gestão. Para incorporadoras como a Deveck, esse alinhamento representa segurança regulatória e velocidade de aprovação.

A Lógica do "Condomínio Clube" no Médio Padrão

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Uma das apostas mais bem-sucedidas do Raro Capelinha foi a transposição do conceito de "condomínio clube" para o segmento de média renda. Historicamente, áreas generosas de lazer, com piscinas, academias, quadras, salões de festas e espaços de coworking, eram associadas a empreendimentos de alto padrão. O que a Deveck fez e outras incorporadoras têm replicado com sucesso foi democratizar esse modelo.

O resultado é um produto que oferece ao morador uma experiência de qualidade de vida superior ao que o tamanho do imóvel sugeriria à primeira vista. Os 41 m² ou 45 m² do apartamento são complementados por centenas de metros quadrados de área de lazer que, na prática, funcionam como extensão da moradia. Para famílias que não podem pagar pelo espaço dentro do apartamento, o espaço fora dele torna-se o argumento definitivo de compra.

Essa lógica explica por que o Raro Capelinha conseguiu combinar elegibilidade ao MCMV com preços acessíveis e uma proposta de valor que rivaliza com produtos mais caros. É também essa lógica que, provavelmente, guia o projeto que está sendo gestado por trás da construção do novo plantão no Jardim Aliança.

O Que Esperar do Próximo Capítulo

Sem confirmação oficial da Deveck sobre o nome, o projeto, as datas ou os preços do novo empreendimento, qualquer análise aprofundada dos detalhes específicos seria especulação. O que é possível afirmar, com base nas movimentações do mercado, no histórico da incorporadora e no momento favorável do setor, é que o plantão sendo construído na região do Jardim Aliança representa uma aposta calculada.

A Deveck tem demonstrado, em sua trajetória, uma metodologia consistente: escolhe localizações com acesso a transporte público e serviços, projeta empreendimentos com áreas de lazer completas, enquadra os produtos no Minha Casa, Minha Vida e entrega dentro do prazo. O Raro Capelinha foi a execução mais bem-acabada dessa metodologia até o momento. O Raro Vila Isabel, em construção, é a sua aplicação em outro bairro de Osasco. E o que se movimenta no Jardim Aliança pode ser a consolidação de uma marca "Raro" como linha de produtos reconhecível, da mesma forma que grandes incorporadoras operam com séries de lançamentos que carregam a mesma identidade visual, o mesmo padrão de lazer e a mesma proposta de valor.

Para o comprador interessado, a construção do plantão é o momento de atenção. É nessa fase pré-lançamento que as condições de pagamento costumam ser mais flexíveis, os preços estão no patamar mais competitivo e a possibilidade de escolher a melhor unidade pavimento, orientação solar, posição na planta ainda existe. Quem chega depois do lançamento oficial, especialmente em empreendimentos com histórico de vendas aceleradas como o Raro Capelinha 1, frequentemente se depara com um estoque já reduzido.

Uma Nova Página em Um Endereço Que Já Provou Seu Valor

O Jardim Aliança já sabe o que é receber um empreendimento Deveck. Os moradores que compraram no Raro Capelinha já vivem a experiência do que foi prometido. O bairro já absorveu a presença do condomínio e se adaptou à nova dinâmica que ele trouxe.

Quando uma construtora resolve voltar a um mesmo território, isso não é repetição é reconhecimento. É a admissão de que aquele endereço, aquele bairro, aquela cidade têm algo que funciona. E que o mercado, ao nomear o próximo projeto de "Raro Capelinha 2" mesmo antes de qualquer anúncio oficial, está dizendo algo importante: que a confiança construída pelo primeiro empreendimento é grande o suficiente para criar expectativa por um segundo.

O plantão está sendo construído. O nome ainda não foi confirmado. Mas o símbolo já está claro.

Esta reportagem foi produzida com base em dados públicos, registros de CNPJ, informações divulgadas pela Deveck em seus canais oficiais, dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Secovi-SP, ABRAINC, Fundação João Pinheiro e fontes setoriais. A Deveck não confirmou oficialmente a denominação "Raro Capelinha 2" nem divulgou detalhes sobre o novo empreendimento até o fechamento desta edição.